domingo, 12 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Papai Noel de verdade!
Uma história de Natal
Publicado originalmente em 20 de novembro de 2011, no Facebook
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O HOMEM PÁSSARO
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O homem-pássaro
Não havia mais ninguém como ele
Ele era o único
A sua língua só era falada por ele
Onde falasse, apenas ele era ouvido
Mas nada entendiam do que dizia
E também não sabiam nada do homem-pássaro
As máscaras de gás não lhe serviam
Certa vez ouviu dizer que lançavam gás durante a noite
Então todas as noites o homem-pássaro voava bem alto
Todas as noites ele fugia para além das nuvens
Para onde tinha pouco ar
Todas as noites o homem-pássaro se escondia por cima das nuvens
Todas as noites ele fugia dos homens
Ele nunca era compreendido pelos homens
Ele sempre fugia de quem não o compreendia
Todas as noites ele voava
Eu acho que não tinha asas, o homem-pássaro.
domingo, 2 de outubro de 2011
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Cavalaria pisoteia a democracia no Distrito Federal“A polícia apresenta suas armas:
Escudos transparentes,capacetes, cassetetes reluzentes
E a determinação de manter tudo em seu lugar.”
(Herbert Vianna)
Que merda de país é essa em que vivo?
Democracia? Vivo em um país onde se diz haver democracia, mas que atira cavalos e bombas de gás sobre manifestantes desarmados, espanca a imprensa. Junto com eles, o país todo é espancado. Numa democracia, os cidadãos se reúnem em praça pública, levantam as mãos, e deliberam sobre este ou aquele assunto de interesse da Hélade. Os cidadãos brasileiros estão calados e, quem sabe, se ainda existir de maneira satisfatória a capacidade de se indignar, estão mudos. Mudos de perplexidade diante do inaceitável enquanto for tolerável.
A ausência de guerra não é o mesmo que paz. Nossas tropas de choque aprenderam muito com as falanges romanas, mas nunca uma falange romana marchou sobre Roma. Nem na Roma aristocrática, os exércitos, sob os auspícios dos generais, foi atirado contra os cidadãos romanos. Nossa democracia definha triste sob os cascos da cavalaria: manifestantes desarmados enfrentavam deitados no chão a cavalaria, um pedido triste de piedade.
Nem a imprensa foi poupada, ela, que não limitava nem um pouco o direito de ir e vir da “maioria”. Talvez seja a vergonha de saber que aquilo tudo que faziam seria transmitido para o Brasil todo: aquele servicinho sujo. Nenhuma negociação. Quando é um seqüestrador, há longas negociações, mas quando manifestantes impedem o trânsito numa via pública, fazendo o que cada um daqueles motoristas deveria estar fazendo, exercendo o direito de se indignar, não há negociações. Vai à força, à lei do mais forte, impor as condições da ordem e da defesa do “bem coletivo”.
Ao que parece, a educação e a consciência se chocam com a polícia no meio das ruas. Nossa democracia é menor que a ordem. A polícia não está aí para o bem dos cidadãos, mas como a longa manus do poder executivo que insiste em reproduzir a faceta mais atrasada de nossa política, o coronelismo. Assim, a nossa polícia não é outra coisa, senão um grupo de jagunços.
Franca, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Essa noite eu sonhei que a Tróia estava voltando a ser filhote, e que por causa disso eu não precisava mais me preocupar com os seus comprimidos. Ela estava se tornando pequena demais para seus grandes comprimidos.
Pois então, eu sonhei que ela estava voltando a ser filhote e que tudo ia ficar bem. Que a sua doença fazia com que voltasse a ser filhote e começar tudo novamente: leite e pires; vacinas; passeios. Tudo estava bem antes de acordar.
Oh, minha amiga! Quero voltar e ver como estão as coisas, quando elas vão bem.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E talvez eu seja feliz com meus amigos, e acho que seja possível que só precise deles. Só preciso de alguém que possa compreender perfeitamente a minha imensa tristeza de estar só nesse mundo. O mundo é um lugar extremamente solitário, porque só nós mesmos estamos dentro da janela de nossos olhos, e há tanta vida correndo dentro de cada veia. Ah, e o cérebro! O que dizer do cérebro? Esse emaranhado de ligações sinápticas, um conjunto de eventos químicos que nos atira nesse multiverso confuso que é o mundo: uma confusão de vidas individuais se cruzando pelas ruas; topando-se nas esquinas, desavisados, idiossincráticos. São quase sete bilhões de universos somente nesse mundo? Quem sabe seja até mais, pois não sei dizer dos outros animais.
Talvez só procuremos por algo perfeito: o final de semana perfeito; o amor perfeito; aquela curva perfeita que a vida teima em não dar. E, no final, quem sabe, sempre pensaremos que deixamos algo por fazer, alguma coisa por dizer, e a vida terminando, apressando-nos a dizer a frase perfeita para compensar aquele final de semana bom no qual sentiu falta dos amigos. A busca pela perfeição num leito de hospital, à morte. A eterna busca pela perfeição. E se não encontrarmos a frase perfeita, quem saberá o que se passa dentro de nós? E a vida nos apressando, colocando pó nas coisas e rugas nos homens.
A vida não é algo que ganhamos, é algo que vamos perdendo. É algo que vem correndo atrás de nós, e a vida só existe dentro de nós. Não vamos encontrá-la por aí, na natureza, sem que alguém a esteja usando. E quem adivinhará toda a vida que corre debaixo de minha pele, permeando meus ossos, minha carne, tudo. E sei que deve acontecer isso com todos os outros nesse mundo, e não conseguimos encontrar a frase perfeita, enquanto a vida vem nos apressando. Há perfeição?
Então, de relance, vemos a perfeição num olhar, num abraço, num silencioso sorriso, num beijo... Somente então percebemos que não há palavras para aquilo. Nada que descreva, e que aquilo nunca mais vai acontecer novamente. É a perfeição visitando a gente, só por um momento, a contar que a vida é isso. E não se pode guardar a vida, nem com palavras. E, mesmo percebendo tudo isso, voltamos a procurar as palavras perfeitas, a frase perfeita. Fazemos isso porque somos homens, e somos cantores desse mundo, e procuramos a música perfeita do universo... Então pedimos para o flautista tocar mais uma vez, para voltarmos a procurar.
Para Sir Willian Blake












